Futuro do trabalho: mais afeição, menos robotização

A aceleração tecnológica está impactando o presente ( e o futuro) do trabalho. Micro e macro tendências como cloud computing, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial vêm alterando radicalmente o nosso dia a dia e consequentemente, o nosso trabalho.

A automação de tarefas repetitivas, como por exemplo, atendimento ao cliente, comparação de preços, recrutamento de pessoas para vagas de emprego, extração de dados,  entre tantos outros, têm levando uma série de discussões sobre a substituição de empregos e as habilidades requeridas para este novo tempo.

Recorrendo à autora Martha Gabriel, “para não ser substituído por um robô, basta não agir como um robô”. Ou seja, seres humanos com atitudes robotizadas estão correndo o risco de perder seus empregos muito em breve.

A verdade é que existe um manancial de reflexões em torno do futuro do trabalho. Nesse cenário, estão surgindo as empresas com filosofias ancoradas na cultura digital, onde o espírito de colaboração, de criatividade e inovação, de comunicação e de criticidade são super valorizados entre os seus colaboradores. Não podemos esquecer da afeição verdadeira pela marca que trabalha. Nada robotizado, não é mesmo?

Por isso, é necessário que as empresas compreendam que ser digital não é necessariamente ter acesso a todas as atuais tecnologias de informação e comunicação. Ser digital é uma ruptura cultural, que traz uma série de transformações nos modos de atuação de um negócio.

Se antes, muitas organizações trabalhavam com metas individuais, agora tendem a valorizar os resultados em equipe, surgindo uma espécie de ˜meritocracia coletiva˜. Os profissionais serão cada vez mais recompensados por contribuir com o colega, por ter espírito de liderança, por ser criativo… Vale destacar que as avaliações dos funcionários, nesse novo contexto, não servem mais para punir, mas desenvolver e estimular cada vez mais o crescimento dos mesmos. O que nos levar a crer que a empatia se tornou um grande diferencial dos profissionais do futuro.

Entender as dores dos outros por meio da escuta ativa e da observação e criar uma consciência coletiva e descentralizada permitirá que organizações vivenciem excelentes resultados financeiros, além de impacto social e humano.

Sabemos que as tarefas repetitivas, lógicas e com pouco poder de criação tendem a ser realizadas por sistemas e bots amparados na machine learning. Contudo, a criatividade e todas as demais habilidades essencialmente humanas nunca estiveram tão em alta. Esse ambiente de mudanças e incertezas fará com que o toque humano, nas tarefas do dia e dia e do trabalho, seja o grande diferencial.

Por:  Walline Alves e David Johnson

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