As redes sociais de Mark Zuckerberg se tornarão grandes redes de vendas digitais?

Instagram se tornará em breve um novo marketplace, a exemplo do Facebook. Será que a lógica de relacionamento social em rede se transformará ?

Nessa terça, 20, o site de rede social Instagram anunciou no Brasil uma novidade: as contas com perfil comercial poderão marcar produtos para vendas em publicação tradicionais ou seja não pagas (orgânicas).

Segundo o Instagram, a ferramenta de vendas tem uma motivação: 80% das contas ativas visitam perfis comerciais diariamente. Assim eles afirmam, pelo menos. Dessa forma, ao clicar em um post de venda (marcados pelo desenho de uma sacola de compras), o consumidor irá ver os preços das peças em exposição e, se desejar, será conduzido a uma nova aba, com informações mais detalhadas do produtos (conforme fotos abaixo). Caso esteja de fato interessado, com mais um clique chegará ao site de vendas da marca. Na seção biografia, comumente chamada de “bio” pelos usuários do site de rede social Instagram, haverá também uma aba “loja”.

No Facebook, também já há um espaço destinado às vendas, chamado “marketplace”. Lá, qualquer usuário pode vender itens em diversas categorias. Uma espécie de “OLX”.

Essas mudanças estão me fazendo refletir acerca do presente e futuro destino das redes sociais digitais de empresas de varejo, principalmente. Preocupo-me ao pensar que tais perfis se tornem grandes redes de “classificados online”, perdendo a essência maior de uma rede de relacionamento: conhecer, conquistar, trocar experiências e relacionar-se com seu público no dia a dia.

Alegro-me, porém, ao ver que a loja Amaro, um dos perfis de redes sociais convidados pelo Instagram a testar primeiramente a novidade no Brasil, tem uma visão diferenciada de relacionamento com seu público-alvo.

Ao fazer uma breve análise (‘mania’ de pesquisa netnográfica), observei que o perfil da loja, que tem mais de 280 mil seguidores, não utiliza a plataforma Instagram como um meio único de publicidade online. Pelo contrário, tem conteúdo interessante e diversificado que vai desde tendências de moda ao incentivo ao empoderamento feminino. Analisei também que a marca se preocupa em responder aos questionamentos do seu público, fomentando o diálogo contínuo.

Vale a pena ser consumidora dos conteúdos e relacionar-se com loja em seu perfil do Instagram (quanto aos produtos físicos, confesso que nunca comprei. Quem sabe a Amaro não me conquiste e ganhe uma consumidora dos seus looks, e uma possível advogada da marca, em breve?)

Segundo afirmou ao jornal Folha de São Paulo, a loja conhece a potência do mobile e quer também proporcionar uma experiência diferente de compra aos integrantes da rede social digital. “Por termos essa visão de mobile first, a ferramenta vai nos ajudar justamente na conveniência, já que permite uma experiência de compra fluida e integrada”, afirma André Martins, diretor de performance de marketing da empresa.

Por enquanto, somente alguns perfis comerciais irão testar a ferramenta no Brasil. Mas, logo em breve, ela estará disponível, de forma gradativa, a todos os perfis desse nicho.

Bom, ficarei de olho. Essa nova ferramenta e seus desdobramentos à essência das redes sociais em plataformas digitais certamente trarão muitas discussões por aqui.

Por: Walline Alves 

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