Comportamento do aluno na era digital

Compreender o comportamento das Gerações Y e Z é fundamental para aprimorar o processo ensino-aprendizado na contemporaneidade

A concepção de cultura em Franz Boas – antropólogo teuto-americano e um dos pioneiros da antropologia moderna – é de que ela não é estática, tão logo, é sempre dinâmica, fruto maior de uma sociedade em fluxo constante de transformação.

Na sala de aula, as mudanças culturais de uma sociedade refletem diretamente no comportamento dos alunos. Na era da cultura digital, essa realidade tem se potencializado cada vez mais. As mudanças de comportamento dos alunos estão em um ritmo ainda mais acelerado…

Assim, chegamos ao questionamento: como os professores das gerações “X”, “Baby Boom” e “Veteranos” estão lidando com os comportamentos das atuais gerações, em especial as “Y” e “Z”?

Essas denominações das gerações são frutos de estudos interdisciplinares nos campos da Administração e Comunicação Social. Pesquisadores categorizaram as gerações, com ênfase em seus comportamentos mais latentes.

Dessa forma, foram determinadas as seguintes categorias, segundo Stephen Robbins: Geração Veteranos, são pessoas que nasceram entre 1922-1945; Baby Boomers, de 1941-1965; Geração X, nasceram entre 1965-1980; Geração Y: 1978-1989; Geração Z, são nascidos em meados dos anos 1990.

Os alunos que ingressam hoje nas universidades, em sua maioria, permeiam entre as gerações Y e Z. Ou seja, nasceram imersos na cultura digital. São criativos, necessitam estar conectados, se adaptam à mudanças com mais facilidade e amam conviver em comunidades digitais nas quais se identificam. Então como lidar, em sala de aula, com gerações que possuem comportamentos tão diferentes, em especial em relação às apropriações que fazem das atuais tecnologias?

Por serem conectados desde “o berço”, convivem perfeitamente com o turbilhão de informações que recebem diariamente. Dessa forma, cabe ao professor criar estratégias pedagógicas para ensinar o aluno a pensar de forma crítica diante das informações que recebe.

Advinda da geração Z, a acadêmica do 7º período de Zootecnia da Universidade Estadual do Maranhão, Cristiele Assunção Matão, afirma que a maioria dos professores do curso incorporou a cultura digital em suas vidas, refletindo também nas metodologias aplicadas em sala de aula.

“Mesmo com os prós e contras, as atuais tecnologias contribuem muito para o processo ensino-aprendizagem, principalmente para nós que já estamos em áreas de pesquisa científica e de extensão e necessitamos de informações atualizadas de forma constante. Os professores foram vitais, para mim, no que tange ao incentivo do bom uso da internet com fins científicos. Hoje já consigo aliar, por exemplo, as pesquisas tradicionais em bibliotecas à pesquisa de artigos relevantes recém-lançados, que só conseguimos encontrar em meios digitais”, sublinhou.

A autora Martha Gabriel afirma que as pessoas das gerações X e Y estão sedentas em viver novas experiências em sala de aula, por isso, é fundamental que o professor promova o conhecimento por meio dos sentidos, independente de estarem associadas ou não às atuais tecnologias. Para ela, o docente tem que ser convicto, ou seja, precisa inspirar, ser honesto, ser real, se posicionar, incentivar a participação e a interação da turma, pois, somente assim, o engajamento com os alunos acontecerá nos “dois mundos”: o real e o virtual.

Por: Walline Alves

Foto: Rafael Carvalho @carvalho_fotografias

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